domingo, 6 de fevereiro de 2011

Passos

Passos perdidos em devaneios...
imagens amadas, quebradas,
almas magoadas, espatifadas...
e o controle se perde na noite
com palavras ditas sem querer
lágrimas corridas sem perceber
e logo, corações em mil pedaços
se fazem, cada um para um lado.

Passos inseguros na loucura
clareando como faróis a neblina
curtindo a doido qualquer aventura
vagando errante num barco de dor e amor...
cada sorriso é uma alegria
e olhares trocados um orgasmo
na sutileza de uma cobra sibilina
se rastejando com uma bola de prata.

Passos gostosos, prazerosos de um abraço
distanciados por barcos distintos
navegando pelos oceanos da vida
singrando os mares das paixões
em ondas gigantescas de puros sentimentos
que explodem em cogumelos atômicos
irradiando, poderosos, por toda parte
arroubos de grandes sofrimentos.
Passos a passos por becos e vielas
ruas proibidas, cravejadas de libertinagens
que vendem passagens para se voar
e andar por dentro de nuvens rosas
quando cai o sol, erguendo-se o crepúsculo
deixando no corpo, leve, cada músculo
abrindo para a mente o torvo mundo
e no fundo, no escuro, a luz se revela.

Passos... poemas que se versejam
e veja... ainda há tempo para os versos
para metáforas afloradas no peito
cultivadas nos jardins da imaginação
como as mais belas flores da Natureza
e misturando-se tudo, encanta a beleza
de risos largos e alegres, e qualquer briga besta
é outro ingrediente para se gritar – viva à poesia!


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