domingo, 21 de agosto de 2011

A MORTE DO POETA



Calou-se o Poeta
em uma noite fria
sem estrelas, nem luar,
no fim de um dia
que a história há de apagar.

Calou-se o Poeta
diante da Rosa
sua amante verdadeira
que de tanta tristeza
perdeu sua beleza
morrendo a seus pés.

Calou-se o Poeta
e sua voz ressoante
persiste ao vento
e Lua e Estrelas e Rosas
todas suas amantes
ainda choram seu lamento.

Calou-se o Poeta
engolido na cidade cinzenta
que destruiu a alegria
matou o Amor
e tudo o que um dia
a ele já importou
tornou-se seu epitáfio
em um jazigo frio.

O Poeta morreu...
o assassino engravatado
de vergonha se escondeu.


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