domingo, 30 de janeiro de 2011

O Supliciado



O suplício de minh’alma
dói mil vezes mais
que a dor do francês
desmembrado a gritar...
A vontade que me arrebata
desde dias atrás
é acordar pela manhã,
chorar e não espriguiçar,
sair de casa sorrindo,
abraçar os amigos mais queridos,
esperar o crepúsculo defronte ao mar,
me deliciar com a mais bela vista,
lembrar-me do amor negado
pela maldição de um Deus irônico,
despedir-me da paranóia sociopata
e abraçar o oceano
deitando-me com as ondas
num ritual de paixão e morte.


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