quarta-feira, 30 de março de 2011

Soteropolitanismo









O meu soteropolitanismo não me sufoca.
Nele eu ando e corro e bailo,
passeio pela cidade em todos os seus bairros.

O meu soteropolitanismo é o que me completa,
com ele eu sou poeta, capoeirista
sambista de roda, malandro, ator popular.

O soteropolitanismo é alegria,
energia que irradia sensualidade
magia que aflora em cada porto,
porto que desemboca em todo mar.

O soteropolitanismo é isso, amor:
os corpos negros nos Terreiros dançando
e as católicas carolas na missa rezando.
Tudo isso é o que me faz Salvador.


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