quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fome de Quê?





Fome?
Quando ronca a barriga
e trovejam gritos de agonia
da fome não saciada
na criança de vida negada
a mãe, triste coitada
chora gotejos de sangue no coração.

Chega!
Basta da miséria instituída,
da hipocrisia escancarada
da esmola molengada
de se esconder o que falta
dando pão em migalhadas.

Pão... migalhas... fome...

Nós... nós temos fome de ciência
de trazer a erótica pro conhecimento
de pular os muros da escola
e construir a pesquisa pela mudança.

Para se amar mais que o possível
até se atingir a felicidade
e num momento de extrema sensibilidade
gritar bem alto a loucura
de querer com qualidade,
arte e cultura por toda parte.

E então toda família será digna
todo pai terá trabalho,
a fome deixará de ser o salário
e por fim reinará a segurança.

E de novo vamos sonhar com esperanças
na feitura dum país melhor
onde não haja mais exploração
e impere a igualdade, no dinheiro e na cor
e nesse dia chegou... querida revolução.


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