sexta-feira, 1 de abril de 2011

Odesia


No silêncio de meus pensamentos
ruidosamente um muro se levanta.
Os meus versos perdidos,
escritos numa resma incinerada,
banidos ao limbo do esquecimento,
deixaram em mim apenas o odor da lembrança.

Poemas que vão, não voltam.
Somente abrem estridentes a porta
para que outras rimas, de mim brotem
meu estilo, por muitos questionado
é só meu, de mais ninguém.
Sou na minha originalidade, bastante comum.
De nada me importa o status gramatical,
não julgo as rimas como pobres ou ricas.

Quem sou eu para compreender a plenitude
daquilo o que simplesmente existe?
Sim... pois a poesia não se faz...
Ao contrário ela se mostra inteira
e quando o Poeta persiste
em um fragmento de palavras, da sua mente ela sai
fluindo na beleza das estrofes.

Sua musicalidade, vou ouvi-la
na sinfonia harmônica do universo...
Sua beleza, no contraste inquieto
da minha vida singular
sua importância, vou medi-la 
em meu peito com cada golfada de ar... 
Até a morte!


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