sexta-feira, 1 de abril de 2011

Orgônes












Nasce o sol por trás dos montes verdejantes
e a brisa bucólica da orvalhada matinal
beija suave tua doce face, bel’amante
enquanto despertas após a noite morna e frugal.

No leito macio de nossa suada guerra
admiro, imberbe, tua beleza descansada
vendo em tua fronte o reflexo da própria Terra
dançando alucinada no universo sua órbita elipsada.

E no corpo, ainda um tanto sonolento
alteiam-se sobre os músculos, minhas veias
fazendo o sangue inquieto mais depressa correr.



Ponho-me, então, retesado em tua presença
e reacendo para o amor a indispensável vela
que fervendo nossos corpos, nos faz morrer

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