segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vaidade

Debaixo do sol
tudo é vaidade
e vento que passa
numa brisa suave
a caminho do mar...

Vaidade das vaidades!
-Tudo é vaidade!-
Que adianta ao homem do campo
matar-se ao sol,
esforçando-se em sua labuta
se no fim da vida, após a luta
tudo reduz-se a nada e o homem é pó?

Vaidade das vaidades!
-Tudo é vaidade!-
De que serve à mulher faceira
horas gastas ao espelho, assim
se pintando de falsa beleza
se com os anos a Natureza
guarda a gravidade como fim?

Vaidade das vaidades!
-Tudo é vaidade!-
O que presta ao artista
do palco as luzes artificiais
se depois tudo se desliga
e aplausos não ecoam mais?

Debaixo do sol
tudo é vaidade
e vento que passa
numa brisa suave
a caminho do mar...

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