sexta-feira, 22 de julho de 2011

POEMA AO CREPÚSCULO


Vendo o Sol laranjar lá longe
Na Baia de Todos os Santos
Escutando todos os cantos
Surge bem ali a sua fronte.
Em me’o à conversa prazerosa
Com amigos e companheiros,
Os confrades de tanta prosa,
Você me tira o pensamento

O trânsito da cidade
Em seu lento caminhar
Próprio dos fins de tarde
E os navios e saveiros
Lanchas e cruzeiros
Pelo porto ao ritmo do mar
Levam-me em sua viagem
Pedindo licença e passagem.

Aonde agora estarão
Aqueles olhos, cabelos, bocas
Que tomaram meu coração?
Segue indo em distância pouca
Para ver os pais no interior
Pois é pessoa de tanto amor
Que cairia na cabeça um raio
De quem dissesse o contrário.

Apaixonado a flor da pele
Pela vida, noites e becos
Povoados lá do centro
Eu digo, meu amor, vai!
E não tenha medo se erre
O caminho donde sai
Pois não sofre o passarinho
Por falta de um e seu ninho



Pode bater asas e voar
Viver suas experiências
Mas não sofras por carência
Com lágrimas na face a rolar...
Pois a imagem quase cipreste
De você rumando ao agreste
É a lembrança que encontro
Na certeza de seu retorno.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Conhecendo a solidão





A solidão não é sozinha
Ela tem por companhia a tristeza
Vez por outra anda com a paz
A contemplar, chorosa, a beleza
Natural dos mananciais

Mas quando ela se esconde
Nas entranhas do coração de um homem
Vai buscar lá longe, antiga amante
E anda lado a lado coma saudade.

Podemos, então, verificar uma verdade:
A solidão caminha com multidões!
Ora é um furtivo e rápido amor
Outras vezes arrasta-se em incontida dor

Chago assim a conclusão banal
Que por símplice corrói o coração meu:
A voz do povo é saberia de Deus
E sociável, o solitário é o que anda nas multidões