quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Novo Dia





A Estrela da Manhã
brilhou numa aurora nublada
atrás de nuvens pesadas
que ofuscaram o seu afã.

Pedro Ivo! O povo está perto do poder!
Castro Alves! A escravidão poderá ter um fim!
Cosme de Farias! O analfabeto será doutor Causa Honoris!
Lampião! Chegou a hora da fome morrer!

Oxumaré trará
na ponta de sua calda
os raios de luz candear
e nuvens cinzentas espanta.

Bolívar! A América Latina será forte!
Neruda! A pedra estraçalhada há de juntar!
Guevara! O Socialismo cada vez mais nobre!
Marighela! A Liberdade triunfará!

Pois chegou agora a vez
dos quilombos de Zumbi e dos malês
dos filhos de Maomé e de Ogum
e de todo pobre, excluído, bebum.

João de Deus! Teu sangue será vingado!
João Cândido! As chibatadas terão fim!
Ojuobá! O arco-íris irá reluzir!
Piedade! Teu nome precisa ser mudado!

E no amanhecer do novo dia
acorda um tanto sonolento e aturdido
o gigante há muito tempo adormecido
Brasil! Mostra ao mundo tua energia!

Estados Unidos! Jamais seremos seus escravos!
Oligarquias! Seus dias estão contados!
Povo! Chegou a hora da mudança!
Lula! Não há de morrer a esperança!






SONETO DIFERENTE

Abraçar o mundo
Ajustar o rumo
Acertar o prumo
Nesta caminhada

História arrastada
Longa velha estrada
Vontade apertada
De sair correndo

No rosto o vento
O peito doendo
O riso marrento

Chegando de encontro
Naquele tal ponto
O corpo é um estrondo

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

RENASCENÇA


Se a agonia da alma
Tem algum valor
Que seja ele para a justiça.
Pois o coração que sofre
Nas ruas, hospitais e prisões
Contorce-se apenas por não ter lida.
Bandidos e terroristas 
São também heróis de uma guerra
Que esperanças soterram
E levantam lamentações.
O mundo morre a cada dia
- no discurso dos especialistas-
Já não há futuro par a vida...
Mas o vento sopra
Espalhando as folhas
E o sol que abrasa
De repente abraça
O frescor da existência
E toda a experiência
É o sinal que persiste
Para nova renascença

domingo, 8 de janeiro de 2012

VIRTUALIDADE



Taí o computador... É o portal...
Sempre ali, pronto pra tudo
Te apresenta pessoas que não se conhecem
Mas que devem ter algo em comum
Sem jamais terem rido ou chorado juntas.
De repente um curte e o outro comenta
O curtir e comentar tem o quê de cutucar.
As mentes pairam sobre os teclados
Imaginando que do outro lado
Tem um ser que respira e é de verdade
Te fala, te canta, a até te come
Sem vocês nunca terem se visto.
No mais de tudo uma cam na web
É o clímax das carícias que se trocam
E daquilo o que pode ser visto e mostrado.
Os olhos encaram a câmera, que encara outra cam...
Na virtualidade vão se seguindo
A vida, a amizade e o sexo...
Logo surge o primeiro bebê virtual...
Perfeito com a primazia do Photoshop
E um sol alaranjado se pondo em sua chegada.
Não se saberá porém ao certo
Se filho de Bill Gates e Steves Jobs
Ou fruto dos meninos do facebook...
Século XXI vai avançando com suas transformações
E aqui já não precisa mais nem sair de casa
Para fazer umas comprinhas ali no shopping
E nem para dar uma chegadinha no bordel
Ou mesmo assistir a aula de mais alguma coisa inútil.