quarta-feira, 2 de outubro de 2013

RAIMBOW


Nos palmeirais
Ou no restinho
De Mata Atlântica
Qualquer cantinho
Onde reine a paz
E a emoção seja tamanha
Que ilumina a própria vida
Mostrando aquela trilha escondida
Num caminho esquecido
Com um leve aroma de lembrança
Daqueles tempos da infância
Quando não havia maldade
E a liberdade era o que reinava...
Nos dias em que tudo era tranqüilo
Sem riscos, nem perigos, só a mata
Amiga das mais gratas, e o mar
Pai, Senhor bondoso e justo, na infinidade de Deus
A garantir tudo o que é necessário
Para se crescer e bem viver.
Na harmonia da perfeição
De todo o trabalho da Natureza
Que nos encanta com toda a beleza
De um Sol alaranjado no horizonte
E a Lua doirada num sorriso rasante
Regendo, maestrina pequenina
A orquestra dos mares, dos rios, das águas
Que rolam pelo mundo e pelos corpos
Lavando qualquer mágoa cristalina...
E não tem nada que resista
A força criadora do universo
E isto não é só um verso
Mas um simples lembrete
Que o homem é parte do todo
E só sendo um louco
Pode querer continuar
Persistindo no erro e não avançar
Fazendo guerras e não amando
Destruindo mais do que embelezando
Matando mais do que vivendo
Como fosse erva daninha
Crescida no paraíso.
Então é por isso que eu espero
Em frente às ondas do oceano
Fecho os olhos e rezo
Para se acabar com este pranto.
Chegará o dia da grande virada
E todos os canhões, tanques e armas
Serão para sempre destruídos...
Aprimavera desabrochada
Desta nova era surgida
Na compreensão do Amor
Será a semente fértil
Do embrião de novas espécies.



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